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domingo, 24 de outubro de 2010

Livro: Desafio aos deuses

O livro aborda a historia da administração do risco (estatistica, probabilidades, etc) o que traz diversas informações interessantes sobre quando e por quê o homem começou a refletir sobre risco e probabilidades. Neste caso, por exemplo, as grandes questões estavam relacionadas aos jogos de azar.

Em uma das passagens, no capítulo "As noções notáveis do homem das noções notáveis", falando dos anos entre 1200 e 1700 e como os mercadores aprenderam desde cedo a empregar a diversificação para diminuir os riscos, o autor extrai um pequeno trecho da obra de Shakespeare:

Todas as minhas cargas não estão confiadas a um só navio, nem as dirijo para um só ponto; nem o total de meus bens está à mercê dos contratempos do presente ano. Não são, pois, minhas especulações que me fazem ficar triste. (ato I, Cena 1)

domingo, 12 de setembro de 2010

Auto-Sugestão

Ainda do livro do Napoleon Hill, sobre a "lei da auto-sugestão":

Se pensa que está derrotado, você estará,
Se pensa que não tem coragem, você não terá,
Se gosta de vencer, mas pensa que não pode,
É quase certo que não vencerá.

Se pensa que vai perder, você está perdido,
Porque, pelo que se vê,
O sucesso começa com a vontade -
Tudo depende do estado de espírito.

Se pensa ser inferior, você é,
É preciso pensar alto para subir,
É preciso estar seguro de si
Para ganhar um prêmio.

As batalhas da vida nem sempre são vencidas
Pelo mais forte ou pelo mais rápido.
Mas cedo ou tarde vencerá
Aquele QUE PENSA QUE PODE!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Pense grande

Estou lendo o livro do Napoleon Hill, Quem pensa enriquece (Think and Grow Rich). Abaixo segue um poema extraido da página 44.

Fiz com a Vida o trato de receber uma moeda,
e a Vida não me pagou mais,
Embora mais tarde eu pedisse,
Ao verificar o pouco que tinha.

Porque a Vida é um patrão justo
Que dá o que você pede.
Mas, uma vez acertado o pagamento,
É preciso suportar a tarefa.

Eu me contentei com um salário vil,
Só para descobrir, consternado,
Que a Vida me pagaria de boa vontade
O que eu tivesse pedido.


domingo, 23 de maio de 2010

Livro: Cisne Negro (Leitura Obrigatória)

Este fim de semana terminei de ler o livro de Nassim Nicholas Taleb, the Black Swan ou na tradução brasileira a lógica do Cisne Negro.

É um dos melhores livros que eu já li, senão o melhor. Sabe aqueles textos que te fazem refletir profundamente e te levam a quebrar paradigmas? São poucos os que conseguem tal façanha. Este livro é um deles.

O Cisne Negro é um evento raro, imprevisivel, altamente improvável, mas que acontece o tempo todo. Imaginem a seguinte situação: um peru é alimentando durante 1000 dias seguidos regularmente. Isto levaria o peru a pensar que o próximo dia seria igualmente feliz. De repente, a morte.

Nassim Nicholas Taleb (NNT) discute temas espinhosos, como a utilização da curva em formato de sino (ou gaussiana ou distribuição normal) em situações cotidianas. Para eles, a curva faz sentido em algumas situações como a altura das pessoas por exemplo, mas não pode ser usada para gerenciamento de risco ou para assuntos do mercado financeiro. A renda pode ser representada de forma gaussiana? De forma alguma. Ele discute que deveriamos utilizar ferramentas mais poderosas, que tratem as probabilidades de forma diferente, tais como a lei de potencia, os fractais ou a teoria manldebrotiana (Benoit Mandelbrot). São tantas informações e tanto para apresentar, que confesso, não sou capaz (ainda). Abaixo a distribuição normal, para que não conhece ou não lembra.



Sobre os assuntos acima, destaco dois trechos do capitulo XV:

"Esqueça tudo que aprendeu na faculdade sobre estatística ou sobre a a teoria da probabilidade. Se você nunca estudou esses tópicos, melhor ainda. Comecemos bem do princípio".

"Existem outras idéias que possuem pouca ou nenhuma importância fora da curva na forma de sino gaussiana: correlação e, pior ainda, regressão. Mas elas estão profundamente incrustadas em nossos métodos: é dificil ter uma conversa de negócios sem ouvir a palavra correlação."

Isto é a mais pura verdade. O meu dia a dia é basicamente isto. Gerenciamento de riscos. Curva gaussiana, correlação entre ativos e por aí vai. Chega a noite, vou para o curso na BM&F e mais estatistica. Obviamente, tudo faz sentido, embora eu sempre questione se isto funciona mesmo na vida real. A resposta é simples: não funciona. É uma simplificação bonita, mas que não serve na prática. De qualquer modo, NNT nos responde por que deveriamos continuar estudando isto:

"Minha técnica, em vez de estudar os modelos possíveis que gerem uma aleatoriedade que não se enquadre na curva na forma de sino, cometendo assim os mesmos erros de teorização cega, é fazer o contrário: conhecer a curva na forma de sino o mais intimamente que puder e identificar onde ela se sustenta e onde não. Eu sei onde fica o Mediocristão. Para mim, com frequencia (nada dissto, quase sempre), são os usuários da curva na forma de sino que não a compreendem bem e precisam justificá-la, não o contrário."

NNT apresenta argumentos fortissimos da impossibilidade de se prever o futuro (o que é obvio, não para a maioria das pessoas e nem para nós, economistas).

"Resumirei aqui meu argumento: fazer previsões exige conhecimento sobre tecnologias que serão descobertas no futuro. Mas tal conhecimento iria permitir quase automaticamente que começássemos a desenvolver essas tecnologias imediatamente. Portanto, não sabemos o que saberemos." Simple as that.

"Por que damos ouvidos a especialistas e às suas previsões? Uma possível explicação seria que a sociedade repousa na especialização, que é efetivamente a divisão do conhecimento. Você não estuda medicina no instante em que depara com um grande problema de saúde; é menos desgastante (e certamente mais seguro) consultar alguém que já tenha feito isso. Médicos dão ouvidos a mecânicos de automóveis (não em questões de saúde, mas somente no que diz respeito a problemas com seus carros); mecânicos de automóveis dão ouvidos a médicos. Temos uma tendência natural a dor ouvidos ao especialista, mesmo em campos onde é possível que não haja especialistas."

Para finalizar estes breves comentários, cito alguns "conselhos" apresentados por NNT:

Seja tolo nos lugares certos

"O que você deveria evitar é a dependência desnecessária de predições prejudiciais de grande escala - e apenas essas predições. Evite os grandes assuntos que podem prejudicar seu futuro> seja enganado em questões pequenas, e não nas grandes. Não dê ouvidos a previsores econômicos ou a previsores nas ciências sociais (eles são meros fornecedores de entretenimento), mas faça sua previsão para o piquenique. Não deixe de exigir certeza para o próximo piquenique - mas evite previsões governamentais sobre a assistência social para 2040.

"Ninguém sabe nada"

Abaixo apenas cito alguns truques modestos apresentados por Nassim.

a. Primeiro, faça uma distinção entre contingências positivas e negativas.
b. Não procure pelo preciso nem pelo local.
c. Agarre qualquer oportunidade ou qualquer coisa que se pareça com uma oportunidade. Aqui vale um comentário adicional: "discussões casuais e ao acaso em coquetéis costumam levar a grandes conquistas - e não correspondências secas nem conversas telefônicas. Vá a festas!"

d. Cuidado com planos precisos feitos por governos.
e. Não perca tempo tentando lutar contra previsores, analistas de ações, economistas e cientistas sociais, exceto para pregar peças neles."

Enfim, pretendo reler este livro novamente este ano (não me recordo a última vez que fiz isto). Como não consegui expor tudo que queria, recomendo a leitura deste livro. Se quiserem discutir após a leitura, podemos marcar um Happy Hour aqui em sampa. rs.

Caso queira comprar o livro agora, CLIQUE AQUI.

domingo, 28 de março de 2010

Investindo em Opções

Neste fim de semana li um livro muito bom de Maurício Hissa, mais conhecido como Bastter no mercado. Ele consegue, de forma simples, introduzir os conceitos envolvendo opções de ações e, em seguida, aprofundar nas gregas e nas principais estrategias de compra e venda envolvendo as opções de compra (mais líquidas no mercado brasileiro). A principal mensagem que ele quer passar é OPERE PEQUENO! Vale o investimento! Clique AQUI para comprar.


Outro livro que li este mês foi 'Os pecados do capital', do professor americano Robert P. Murphy. O livro apresenta diversos argumentos para convencer o leitor de que mesmo nas coisas que a principio parecem politicamente incorretas dentro do capitalismo, na verdade elas são coisas boas. Para um anti-capitalista, o livro deve ser irritante. Para um capitalista, divertido. Particularmente esperava um pouco mais, algo como o estilo do freakeconomics. Os argumentos do autor são muito superficiais, faltou um pouco mais de profundidade em alguns assuntos. Clique AQUI para comprar.



Por fim, começo agora a leitura do livro 'A bola de neve', biografia autorizada de Warren Buffet. Ainda não posso exprimir uma recomendação sobre o livro, mas os comentários são bastante positivos! Eu aproveitei o valor incrivelmente baixo no submarino de R$ 16,9. Se quiser, clique AQUI.



segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O Ócio Criativo



Estou lendo o livro de Domenico de Masi chamado Ócio Criativo. Uma parte me marcou em especial. Transcrevo:

Contudo, a plenitude da atividade humana é alcançada somente quando nela coincidem, se acumulam, se exaltam e se mesclam o trabalho, o estudo e o lazer; isto é, quando nós trabalhamos, aprendemos e nos divertimos, tudo ao mesmo tempo. Por exemplo, é o que acontece comigo quando estou dando aula. E é o que eu chamo de "ócio criativo", uma situação que, segundo eu, se tornará cada vez mais difundida no futuro.

Há um pensamento Zen que expressa com perfeição essa forma de vida, tanto no seu aspecto prático como no seu estado de espírito: "Aquele que é mestre na arte de viver faz pouca distinção entre o seu trabalho e o seu tempo livre, entre a sua mente e o seu corpo, entre a sua educação e a sua recreação, entre o seu amor e a sua religião. Distingue uma coisa da outra com dificuldade. Almeja, simplesmente, a excelência em qualquer coisa que faça, deixando aos demais a tarefa de decidir se está trabalhando ou se divertindo. Ele acredita que está sempre fazendo as duas coisas ao mesmo tempo.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A Boa Sorte

Constantemente escutamos as pessoas a reclamarem de que não têm sorte. Ou dizem que seus colegas de mais sucesso tem e tiveram muita sorte na vida. Mas será mesmo que não temos controle nenhum sobre nossos destinos e estamos ao acaso? Particularmente, não concordo com isto. Acredito que a "sorte" é um sinonimo de estar preparado diante das constantes oportunidades que aparecem em nossa vida.

Ontem a noite, li um livro que através de uma criativa e inspiradora parábola trata deste assunto, atribuindo a Boa Sorte àqueles que a busca. Os dois autores de Barcelona, Álex Rovira Celma e Fernando Trías de Bes, apresentam as 10 regras da Boa Sorte através de uma parabola envolvendo Merlin e dois caveleiros em busca do Trevo Mágico.

Abaixo segue a citação das 10 regras, sem contudo contextualizá-las na parabola, deixando que o proprio leitor aproveite o enredo da estoria.

1 - A sorte não dura muito tempo, pois não depende de você. A Boa Sorte é criada por você, por isso dura para sempre.
2 - Muitos são os que querem ter a Boa Sorte, mas poucos os que decidem buscá-la.
3 - Se você não tem a Boa Sorte agora, talvez seja porque está sob as circunstâncias de sempre. Para que ela chegue, é conveniente criar novas circunstâncias.
4 - Preparar as condições favoráveis para a Boa Sorte não significa buscar somente o benefício para si mesmo. Criar as condições nas quais outros também ganham atrai a Boa Sorte.
5 - Se você deixar para amanhã o trabalho que precisa ser feito, a Boa Sorte talvez nunca chegue. Criar as condições favoráveis requer dar um primeiro passo. Faça isso hoje mesmo.
6 - Às vezes, mesmo que as condições necessárias estejam aparentemente presentes, a Boa Sorte não chega. Procure nos pequenos detalhes o que for aparentemente desnecessário... mas imprescíndivel.
7 - Para que só acredita no acaso, criar as condições favoráveis parece absurdo. Para quem dedica a criar as condições favoráveis, o acaso não é motivo de preocupação.
8 - Ninguém pode vender sorte. A Boa sorte não se compra. Desconfie dos vendedores da sorte.
9 - Após criar todas as condições favoráveis, tenha paciência, não desista. Para alcançar a Boa Sorte, tenha confiança.
10 - Para criar a Boa Sorte é preciso preparar as condições favoráveis para as oportunidades. As oportunidades, porém, não dependem de sorte ou de acaso: elas estão sempre presentes.

É uma leitura rápida, simples e gostosa. Concordo inteiramente com a mensagem na capa de que é "Um livro que todos os pais deveriam dar a seus filhos para ensiná-los a criar as condições de sucesso na vida".

E você? Acredita que a vida é injusta, que você não tem sorte. Ou pelo contrário, você se prepara para a Boa Sorte?

sábado, 11 de julho de 2009

Livro: O lobo de Wall Street

Já faz um dois meses que terminei de ler este livro e li alguns outros na sequencia. Não vou conseguir escrever uma sintese completa deles, então vou resumir a sintese para manter a leitura atualizada (rs).

O Lobo de Wall Street de Jordan Belfort é uma auto-biografia, escrita por um famoso trader do mercado financeiro americano. Na verdade ele está mais para corretor ou dono de uma corretora. Fez fortuna lançando ações em bolsa, manipulando seus preços, burlando a legislação. Ganhava fortunas durante o dia e torrava dinheiro durante a noite, com mulheres, bebidas e drogas. Acabou numa clinica para dependentes e depois de sair foi preso. Relato interessante de quem chegou no auge e caiu. Desnuda o lado sombrio do mercado financeiro americano, ou pelo menos parte dele.

Transformando Suor em Ouro do Bernardinho é leitura obrigatoria para quem gosta de seu estilo de liderança. Embora duro, é um grande lider, motivando e protegendo seu time. Buscar extrair o melhor de cada um através de muito trabalhado e suor. A recompensa? Vitorias e mais vitorias.

O Menino do Dinheiro de Reinaldo Domingos é um livro de educação financeira voltado para crianças. De forma simples consegue abordar temas como orçamento, poupança, sonhos, numa linguagem acessivel para o publico infantil. Se seu filho gosta de ler, compre este livro para ele.

Numerati de Stephen Baker aborda a nova era da informação. Em que modelos cada vez mais complexos tentam representar o comportamento humano. Se antes era necessario que alguem te perguntasse quais eram seus desejos, o que gostaria de comprar, para onde gostaria de viajar e tantas outras coisas para personalizar a venda, vivenciamos cada vez mais a realidade de que as empresas podem descobrir estas coisas analisando suas compras atraves do cartao de credito, debito, bem como sua navegação na internet. Quais foram suas ultimas pesquisas? Quais sites entrou? Sobre o que leu? Por onde navegou atraves dos cliques nas propagandas. Enfim, aqueles capazes de trabalhar com os numeros (fisicos, estatisticos, matematicos, economistas) dominarão as diversas áreas do saber.

Por ultimo, em Mar sem fim, Amyr Klink conta a historia de sua navegação em torno do circulo polar antartico. Não é um livro fantastico mas dá satisfação em ver alguem realizando seu sonho, sozinho por dezenas de dias no mar. Suas reflexoes solitarias, feitas em temperaturas extremamente baixas, são excelentes. Neste livro há uma de minhas citações preferidas:

"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece, para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver".

Il faut aller voir.

sábado, 2 de maio de 2009

Livro: Terapia Financeira

O livro escrito por Reinaldo Domingos tem uma leitura fácil e rápida. Direcionado àqueles com dificuldades financeiras, apresenta um método criado pelo proprio autor denominado DiSOP, termo utilizado para abreviar quatro palavras (e fases): Diagnosticar, Sonhar, Orçar e Poupar.

O autor conseguiu sintetizar bem os passos necessários para superar um periodo de dificuldade financeira, chegando ao final, inclusive a poupar. De devedor a poupador em 4 fases. A metodologia é simples, porém eficaz, inclusive com o dinheiro de volta caso você não fique satisfeito com o livro.

Na primeira parte, diagnosticar, o autor ensina como identificar para onde o dinheiro está indo, quais são os gastos, qual seu padrão de vida. Ele começa com o subtitulo de "Descubra suas fragilidades em relação ao dinheiro". O diferencial aqui é que para a definição do padrão de vida, ele retira obrigatoriamente 10% como forma de retenção. Ou seja, você deve aprender a viver com apenas 90% de sua renda líquida. Somente depois de você identificar exatamente onde você está gastando seu dinheiro e qual seu padrão de vida possível, é possivel passar para os proximos passos.

Sonhar: eis o segundo passo rumo a independencia financeira, de acordo com o autor. Partindo da premissa de que o ser humano é movido por desejos, sonhar é a mola propulsora da vida.Assim, você deve ser capaz de realizar seus sonhos, adquirir aquilo que tem vontade, do contrario, você não será feliz e muito menos conseguirá manter seu equilibrio financeiro. Em um determinado momento, você terá uma atitude compulsiva e se endividará. Por isto, se planejar para realizar seu sonho é fundamental. Além daqueles 10% de retenção, você deve separar uma quantia factivel para a realização de seu sonho dentro de um prazo que não inviabilize manter sua situação financeira equilibrada. O carro ou a casa financiada tambem deve ser deduzida da renda liquida. Ao final, você terá o dinheiro para adequação do seu padrão de vida.

Em seguida, vem a fase de Orçar. Levantar suas dividas, seus compromissos, analisar os gastos identificados na primeira fase e se planejar para atingir o equilibrio financeiro. Você deve adotar uma estrategia para saldar as dividas, calculando um montante que você pode separar de sua renda mensal liquida para arcar com as dividas. Então, você poderá entrar em contato com os credores tentando negociar as dividas e fazendo com que elas caibam no orçamento. Eles tem interesse em receber e você quer pagar. O autor sugere ainda, que talvez você possa utilizar a parcela destinada ao seu sonho, para arcar com as dividas, desde que este seja realmente seu sonho.

Por fim, poupar. O desejo da maioria da população e que de fato poucos conseguem. Aqueles 10% utilizados como retenção e não explicados inicialmente são a "semente de sua independência financeira". O autor apresenta alguns conceitos sobre juros, poupança, previdencia privada, a importância de comprar melhor, uso de cartão de crédito, outras opções de investimento de curto, médio e longo prazo para perfis diferentes de investidores.

Como conclusão, o autor traz palavras de motivação e um quadro resumo da metodologia DiSOP com as principais idéias para Diagnosticar, sonhar, orçar e poupar. Ele termina o livro com a frase, "E acredite: VOCÊ PODE!". Isto me lembrou o slogan da campanha de Barack Obama. Nada mais verdadeiro em se tratando de conseguir a independencia financeira. Não importa o quanto você ganha, mas muito mais de como você administra seu dinheiro. Neste caso, o poder está em nossas mãos. YES, WE CAN.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Livro: Ninguém é de Ninguém

Após um pequeno período sem atualizar o blog em virtude de minha mudança para São Paulo, volto a escrever com uma breve sinopse sobre o livro de Zibia Gasparetto

Este livro difere bastante do foco deste blog, mas acredito que ler outros tipos de livros e informação sobre eles faz parte da formação humana do indivíduo.

Obtive acesso a este livro porque minha mãe o comprou para minha irmã. A temática principal é sobre o amor e o ciumes, mas a abordagem é totalmente diferente das tradicionais. Apenas no meio do livro me dei conta de tratar-se de uma abordagem espírita (sem entrar no mérito religioso e nem fazer juizo de valor).

Pois bem, o cenário principal é a cidade de Sâo Paulo e envolve 2 casais. Um deles, Roberto e Gabriela, com um casal de filhos pequenos. O segundo, Renato e Gioconda, também com um casal de crianças.

Roberto é dono de um deposito de materiais de construção e Gabriela é secretária numa empresa de advocacia. Já o segundo casal, Renato é um advogado conceituado e chefe de Gabriela, enquanto Gioconda é responsavel pelo lar e pela criação das crianças.

Como você já deve ter percebido, a vida destes dois casais serão envolvidas numa trama de traição, amor, ciumes e muita ação.

De um lado, Roberto é extremamente possessivo enquanto Gabriela é fiel e dedicada à familia. Na outra ponta, Gioconda é insegura e ciumenta e Renato um pai que trabalha muito e um pouco ausente. As caracteristicas pessoais das personagens levam a armações, tentativas de assassinato e traição.

Envolvendo reflexões e transbordando conhecimento espirita, Zibia Gasparetto consegue criar uma historia cativante do começo ao fim, mostrando que embora a vida possa ser marcada por acontecimentos trágicos e marcantes, tudo tem um propósito e enfatiza a importância de buscarmos auto-conhecimento e entendermos o meio no qual estamos inserido.

Leitura altamente recomendada para aqueles que nutrem sentimentos de posse, ciumes, insegurança, mas também para os que querem ler um romance que faça refletir sobre sentimentos e o próprio significado da vida.

Caso queiram comprar o livro, recomendo o submarino que está com uma super promoção.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Livro: Eu sei o que você está pensando

Ganhei este livro de Natal de uma prima que havia lido e gostado. Lillian Glass é uma pesquisadora e psicóloga que atua com astros de Hollywood, atletas, empresários e políticos norte americanos que têm alguma dificuldade para se expressar ou queiram melhorar a habilidade de comunicação. Mas não faz só isto, ela ajuda seus clientes a identificarem a real intenção da outra pessoa (o que ela está pensando) através do que fala, como fala, como se gesticula e se expressa facialmente.

O livro surgiu da experiencia prática nos anos em que vem atendendo seus clientes. O proposito do livro é levar o leitor a identificar quão bem consegue ler as pessoas para em seguida ajudar o desenvolvimento do mesmo através de testes e técnicas para a fala, voz, linguagem corporal e facial. Por fim, apresenta os 14 tipos de personalidades com base nestes quatro códigos de comunicação.

Em minha opinião, o livro consegue passar uma boa visão geral da importância de se observar as pessoas enquanto elas se expressam. Indica que é possível identificar a "verdade" através de como a pessoa se comunica.

"A possibilidade de aperfeiçoar a capacidade de ler os outros não é uma arte. É uma ciência. É a consciência aprimorada ao resultante da sintonia com os sentidos." (pág 49)

"Existem quatro códigos primários de comunicação que são processados no cérebro. Dois deles, o da fala e da voz, são processados pela audição, enquanto os outros dois, os códigos de linguagem corporal e facial, são processados pela visão." (49,50)

"Mesmo que você esteja tentando esconder seus sentimentos, suas verdadeiras emoções "vazarão" tanto em suas expressões faciais quanto em sua voz." (53)

Abaixo seguem alguns exemplos de explicações sobre a fala:

"Pessoas que falam mal dos outros são descontraladas. Querem se sentir poderosas, e assim fazem fofocas por não se sentirem bem com elas mesmas." (A Sindrome do Fofoqueiro, 98)

"Falar o tempo todo sobre si mesmo é sinal de profunda insegurança, de um vácuo no desenvolvimento. Indivíduos que só falam sobre si mesmos são vistos como quem pensa ser melhor do que todos os outros. De fato, eles estão refletindo apenas o próprio vazio e a própria insegurança." (A Sindrome dos que mudam de assunto, 100)

Ela faz o mesmo com a voz, linguagem corporal e facial identificando padrões de comportamento e descrevendo a pessoa em um determinado tipo.

Mas engana-se quem acha que poderá aprender COMO fazer isto através do livro. Embora ela tenha esta intenção, as técnicas ensinadas, bem como as peculiaridades que devem ser observadas são dificeis de serem aplicadas apenas lendo o livro. Por exemplo:

"É importante notar que alguém que se sente poderoso e confiante normalmente ocupará maior espaço físico, estendendo braço e pernas e tomando um território maior." (175)

"Se os pés de alguém estão juntos, plantados com firmeza no chão, voltados diretamente para você, é provável que essa pessoa seja sincera, aberta e equilibrada. Por outro lado, se o pé está apoiado em sua extremidade exterior ou no calcanhar, é possível que essa pessoa não esteja dizendo a verdade."(192)

"Se, simultaneamente, os olhos se estreitam, a testa franze e uma das sobrancelhas é erguida, a pessoa deve estar duvidando do que você disse. Essa expressão sempre ocorre quando alguém está inseguro sobre uma decisão." (Olhos de Dúvida, 213)

"Alguém que está zangado tende a projetar o queixo para frente, o que é comumente registrado como um ato ameaçador ou hostil." (222)

"Quando o queixo de aguém está retraído, essa pessoa está demonstrando medo." (223)

Dentre muitas outras situações. A mim, não me parece fácil tais identificações conforme ela descreve no livro, mas talvez outros pensem diferente.

Em seguida ela apresenta os quatorze perfis de personalidade os quais apenas cito: agressor passivo, sedutor, vítima, gelado, chorão, mentiroso, narcisista, esnobe, competidor, doador, briguento, piadista, distraído e verdadeiro.

Por fim, "compreendendo o que é tudo isso". E tudo isso é realmente muita coisa.

"Vozes não mentem. Rostos não mentem. O que alguém diz e como diz não é uma mentira. Infelizmente, as pessoas mentem para si mesmas." (267)

Minha sugestão é de que leiam o livro como o começo de um estudo prolongado sobre o comportamento das pessoas. Que ele sirva de motivação para uma mudança de atitude com relação a observação ampla das pessoas. Mas que não se iludam com a possibilidade de dominarem os "segredos" para decifrar uma pessoa.

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Livro: Cartas a um jovem investidor

Vou iniciar a série de opinião sobre os livros que li com Cartas a um jovem investidor, de Gustavo Cerbasi. Vou tentar colocar a opinião de todos os livros que ler além de alguns que já li e julgo muito interessantes. Ganhei este livro em um amigo secreto e agradeço à Juliane Paixão por isto.

O objetivo do livro é fornecer dicas e conselhos para investidores iniciantes ou experientes. Cerbasi não se aprofunda em questões técnicas nem em determinados conceitos do mercado financeiro, mas traz idéias interessantes sobre Quando, Como e Por quê investir. Através de suas experiências pessoais e de temas discutidos em outros livros de sua autoria, apresenta palavras de motivação e argumentos que justificam a importância de se investir.

A estrutura do livro propicia uma leitura rápida, continua e não cansativa. Cada capítulo (19 no total) corresponde a uma carta direcionada ao Caro Investidor. São cartas que vão desde "Por que investir desde já", passando por "Sonhe", planos, atitudes, valores, alternativas, riscos, dentre outros assuntos. Cada uma delas tem entre 10 e 15 páginas. Como o formato do livro é pequeno e o discurso é simples, a leitura é fácil e gostosa. Para aqueles que começam é uma boa forma de entender os conceitos iniciais, para os que já são mais experientes, é uma forma de recordar preceitos básicos de investimentos que muitas vezes deixamos de lado com o passar do tempo.

Embora díficil selecionar os trechos mais interessantes, dada a objetividade de Cerbasi, vou tentar citar alguns deles:

"Torço para que você se conscientize de que o melhor momento para começar a investir é imediatamente. Não importa a idade que você tem, nem quanto você ganha. Quanto mais cedo começar, melhor, pois começar cedo significa escolher o caminho mais fácil para enriquecer." (2. Por que investir desde já?)

"Um bom consultor financeiro tem muito mais de psicólogo do que de economista." (4. Sonhe)

"Seus sonhos se concretizarão se você fizer bons planos para conquistá-los e se acreditar com muita fé no sucesso de seus planos. Não acredito que apenas a fé seja suficiente. É o conhecimento do caminho a percorrer, mais a sua capacidade de agir, que determinarão o sucesso ou insucesso de seus projetos pessoais." (5. Tenha um plano. Ou melhor, tenha vários planos)

"Jamais confie cegamente em uma oferta; em hipótese alguma, concentre seus investimentos em algo que não conhece. Enquanto não tiver certeza do que está fazendo, comece com pouco dinheiro." (7. Atitude de quem começa)

"Você nunca dominará toda a informação disponível sobre um assunto; Você deve evitar competir com traders; Nem sempre quantidade de informação significa qualidade. Aliás, isso raramente acontece; nem sempre fontes mais caras de informação asseguram mais qualidade na tomada de decisão; Nas informações baseadas em palpites, feeling ou boatos, as chances de ganhos praticamente se equivalem às chances de perdas." (9. Fontes de Informação)

"... ter tempo é mais uma questão de escolhas e não uma simples obra do acaso." (10. Sobre a falta de tempo)

"Gosto de afirmar que falar sobre dinheiro enriquece. O que quero dizer com isso é que quanto mais você compartilhar idéias, mais colherá opiniões favoráveis ou contra sua intenção de investir, e mais consistentes serão suas escolhas. Daí a vantagem que têm aqueles que, ao invés de decidirem investir sozinhos, decidem montar um Clube de Investimento entre amigos e passam a fazer reuniões periódicas - às vezes em uma mesa de bar - para decidir o destino do dinheiro de todos." (11. O poder de mercado)

"Diversificar, ressalto, é bobagem para quem está começando." (13. Assumir riscos)

"Lamento informar que, se você é jovem, deve se preparar para fracassos e dificuldades. Não entenda isso como mau agouro, mas sim como um fato da vida." (15. Assuma fracassos e celebre conquistas)

"Diga-me com quem andas e eu lhe direi quanto ganharás. Seus relacionamentos são uma peça importante do quebra-cabeças de sua estratégia de investimentos." (16. Multiplique suas idéias)

"Tempo e envolvimento. Dois ingredientes fundamentais para seu enriquecimento" (19. Carta de Agradecimento)

Com certeza eu recomendo este livro para leitura. É uma boa forma de começar o ano. Para comprar, clique AQUI.
 
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