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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

It's the politics, stupid!


Contra fatos não há argumentos. Não importa o que eu ache! Não importa o que voce pensa!

Dos 33 economistas consultados pelo Valor no dia 26/08, 33 (100%) acreditavam na manutenção da SELIC na reuniao de agosto! Estamos falando dos principais economistas do país!

http://www.valor.com.br/financas/988570/mesmo-com-crise-maioria-espera-taxa-selic-estavel-ate-o-fim-de-2012

Entretanto, na reunião de ontem O COPOM decidiu baixar a SELIC em 50 bps com 5 votos a favor e 2 contra!

Desta vez o mercado acertou! A curva pré foi MASSACRADA nos ultimos dias e na segunda-feira jan/12 precificava uma SELIC abaixo de 11% (150bps de corte ainda este ano).

Vou colar apenas os dois ultimos paragrafos onde o COPOM justifica o corte e abre espaço para quedas adicionais nas proximas reunioes.

"Nesse contexto, o Copom entende que, ao tempestivamente mitigar os efeitos vindos de um ambiente global mais restritivo, um ajuste moderado no nível da taxa básica é consistente com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012.

O Comitê irá monitorar atentamente a evolução do ambiente macroeconômico e os desdobramentos do cenário internacional para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária."

"Nunca antes na historia deste país" a curva pré movimentou-se de forma tão divergente da opinião dos principais economistas. Além disto, ficou estranho o pronunciamento esta semana do "todo poderoso" Ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciando aumento do superavit fiscal e comentando que isto abriria espaço para uma queda dos juros embora esta decisão fosse de total responsabilidade do COPOM.

Moral da historia: No país da piada pronta, dentre outras coisas, fica evidente a capacidade do governo de manipular as taxas de juros e de câmbio.

Como disse anteriormente, devemos ter cuidado redobrado ao montarmos posição vendida em USD acreditando em uma consistente e prolongada apreciação do BRL.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Perspectivas da Economia Brasileira

Hoje pela manhã participei de um seminário organizado pela consultoria Tendências sobre as perspectivas da Economia Brasileira.

Participaram do seminário renomados economistas e cientistas políticos. Mailson da Nóbrega abriu o seminário. Em seguida, conduziu um debate sobre o cenário político e as eleições presidenciais entre os cientistas políticos Carlos Melo e Lúcia Hippolito. Show à parte da Lúcia.

No segundo painel, Gustavo Loyola conduziu um debate sobre cenário econômico entre os professores da PUC-Rio Rogério Werneck e José Márcio Camargo. Por fim, Marcelo Odebrecht encerrou o seminário apresentando sua visão sobre as oportunidades e riscos de investir no Brasil.

No primeiro painel, chamou a atenção a discussão sobre a(s) prioridade(s) para o próximo governo. O destaque ficou com a reforma tributária e fiscal. Embora o Brasil tenha avançado institucionalmente, nosso sistema tributário se mostrará no futuro próximo como o principal entrave ao nosso crescimento.

No segundo painel, o professor Rogério mostrou-se preocupado com a questão fiscal. Embora, agora, aos olhos do mundo o Brasil apresente uma situação fiscal confortável (haja vista a situação fiscal dos EUA, Europa e Japão), a tendência fiscal das contas públicas indica graves problemas à frente. As manobras contábeis tentam camuflar o aumento do endividamento bruto e a relação entre Tesouro e BNDES causa desconforto. Loyola brincou, "A dupla Pelé e Coutinho funcionou bem no passado. Já a dupla atual Meirelles e Coutinho parece não funcionar muito bem." Particularmente, espero que o próximo governo mostre mais austeridade fiscal.

Já o professor José Márcio comentou sobre o novo ciclo de investimentos para a economia brasileira. No passado, o Brasil sempre cresceu focando investimento em capital físico. Daqui para frente, se quisermos ter um crescimento sustentável, precisaremos investir em capital humano e P&D. Investir nas PESSOAS.

O nível de poupança no Brasil é baixo, consequentemente o investimento também. O principal problema está na poupança do governo que é negativa. A poupança privada não consegue sustentar o investimento sozinho. O Governo precisa parar de gastar. E o momento é agora (já passou da hora, na verdade). O professor falou algo óbvio, mas que precisa ser repetido constantemente: o Brasil precisa investir nas pessoas. EDUCAÇÃO. Embora a população em geral acredite que a educação e formação sejam essenciais, nunca nenhum presidente ganhou uma eleição com um programa pautado em educação (me recordo do pobre Cristovam Buarque).

Fechando com chave de ouro, Marcelo Odebrecht apresentou a visão do empresário sobre o Brasil: "Brasil até as olimpíadas Rio 2016 é aposta certa". E enfatizou os mesmos problemas apontados nos outros debates: necessidade de infra-estrutura (logística e mobilidade urbana) e PESSOAS. Ele disse que está impressionado (e preocupado) com a falta de profissionais qualificados no mercado. Ele disse que o bom profissional hoje nem precisa enviar currículo, já está contratado. O grupo ODEBRECHT já sente a falta de engenheiros. Imaginem nos próximos anos. Comentou que o grupo tem investido nas pessoas, não por filantropia, mas por necessidade.

No último slide enfatizou novamente que as empresas precisam investir nas pessoas, sem as quais o Brasil não conseguirá continuar crescendo "pós-Olímpiadas". Pessoalmente, acredito que as empresas brasileiras estão sentindo na pele a necessidade de investirem na qualificação das pessoas frente a internacionalização que muitas estão vivenciando.

Será que agora o país dará a devida atenção às pessoas? Enquanto isto, cabe a cada um de nós investir em nossa própria formação e educação. Este é o melhor investimento que podemos fazer.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Otimismo segue em alta

Corroborando a tese de que 2010 é um dos anos mais otimistas da historia recente deste país, a Confederação Nacional da Indústria divulgou o Indice de Confiança do Empresário de janeiro como sendo o maior da serie histórica (desde 1999).

Gosto de indicadores como este pois refletem o lado psicologico dos agentes. Suas expectativas em relação ao futuro sção um excelente termometro do por vir.

Otimismo do empresário da indústria é o maior dos últimos 11 anos, diz CNI

Por: Equipe InfoMoney
26/01/10 - 12h27
InfoMoney

SÃO PAULO - O otimismo do empresário industrial em janeiro é o maior da série histórica, iniciada em 1999. O Icei (Índice de Confiança do Empresário), divulgado nesta terça-feira (26) pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), ficou em 68,7 pontos.

Trata-se de um aumento de 2,8 pontos ante o dado anterior e de 21,3 pontos em relação a janeiro do ano passado, quando, atingida pela crise, a confiança do empresário foi para 47,9 pontos.

Na análise por porte da empresa, verifica-se que a alta foi maior nas pequenas empresas, que obtiveram 66,7 pontos (+3,6 pontos ante outubro). Entre as médias, o indicador ficou em 68,7 pontos (+2,8 pontos). Já entre as grandes, o Icei chegou a 70,1 pontos (+2).

Motivação

O indicador subiu puxado principalmente pelo componente que avalia as condições atuais da economia brasileira e da empresa, na comparação com os seis meses anteriores. Esse componente ficou em 62,7 pontos em janeiro, ante 60,5 pontos registrado em outubro. Com o aumento, o índice também atingiu o maior valor de toda a série histórica.

“A avaliação sobre as condições atuais reflete a recuperação recente da economia”, afirmou o gerente executivo da Unidade de Pesquisa, Avaliação e Desenvolvimento da CNI, Renato da Fonseca.

O componente do Icei sobre as expectativas dos empresários para os próximos seis meses também aumentou, saindo de 68,7 pontos em outubro para 71,8 pontos neste mês.

A pesquisa foi realizada entre os dias 4 e 22 de janeiro, tendo contado com a participação de 1.431 empresas.
 
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