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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Keep your eye on the ball


Otimismo!
Passada a primeira semana de Janeiro, o otimismo passou a ser o sentimento predominante nos agentes nas ultimas duas semanas.

Mesmo com o rebaixamento em massa dos países europeus e os depósitos recordes dos bancos no ECB, os agentes voltaram a comprar pesadamente títulos soberanos europeus, investir em bonds corporativos dos países emergentes e aplicar em ações no Brasil.

Para as empresas com ações listadas nos EUA, dizem que a janela fecha em 15/02. Por sua vez, empresas e bancos no Brasil estão aproveitando para captar e mesmo antecipar com receio de que a coisa possa vir a piorar. O fluxo de USD foi grande para o Brasil nos ultimos dias jogando o cupom cambial para baixo. O BRL está testando o 1,75, onde parece um importante suporte.

Particularmente, ainda não estou convencido de que a coisa toda virou. Não sei se os preços atuais levam em conta uma recessão na Europa. O Banco de Espanha, por exemplo, espera uma queda de 1,5% no PIB este ano (
http://www.expansion.com/2012/01/23/economia/1327309605.html).

A situação política ainda é bastante difícil e no final o downgrade dos europeus pode ajudar no sentido de pressão política sobre os governantes em busca de reformas estruturais.

O que mais anda me incomodando mesmo são os preços internacionais das commodities. Ainda que a expectativa de relaxamento da política monetária chinesa traga algum suporte para os preços em geral, a demanda segue fraca e me arrisco a dizer que continuará assim durante o primeiro trimestre.

Os agentes de mercado tendem a naturalmente exagerar os movimentos, ora com otimismo excessivo, ora pessimistas ao extremo. Ninguém quer perder a festa. Ninguém quer ficar para trás. Tenho receio de que estamos diante de um otimismo exagerado. A volatilidade medida pelo VIX está baixa. O Risk Reversal para 1 mês esta no nível mais baixo desde 05/08/11, quando os EUA foram rebaixados pela S&P. A solução para a divida da Grécia parece caminhar para um fim satisfatório (pelo menos para a Grecia). Em fevereiro, o ECB fará novo leilão e injetará no sistema financeiro europeu tantos bilhões quanto os bancos pedirem. Novamente, Lagarde do FMI, voltou a discutir com Draghi o aumento do fundo de resgate para EUR 1 tri. O que pode atrapalhar? A política. No Brasil, alguma intervenção ou medida cambial. Na Europa, dificuldade de consenso. Nos EUA, o clima esquentar com as eleições presidenciais.

Acredito que veremos melhoras significativas no segundo semestre enquanto no primeiro ainda estou reticente em acreditar que a volatilidade continuara baixa como agora. Por isto, “
keep your eye on the ball”.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Contra fatos não há fundamentos

Fiz esta analise na quinta-feira passada pela manha, mas ela ainda continua válida.

Os fundamentos da economia brasileira continuam bons. A renda das famílias continua crescendo, maior patamar de emprego na historia, investimento em infra-estrutura para as Olimpiadas e Copa (ainda que em ritmo lento) e crescimento do PIB muito acima das economias desenvolvidas. No cambio, o Investimento Estrangeiro segue considerável e a balança comercial superando as expectativas. Tudo indicaria uma economia forte com um cambio valorizado. Mas os fatos se sobrepõem aos fundamentos ...

Desde o inicio do mês a situação da Grecia piorou muito. Os CDS chegaram a mostrar uma situação de quase default. Se por um lado, as autoridades européias estão dispostas a evitar um default desorganizado da Grecia, por outro a politica tem dificultado a liberação das parcelas do plano de socorro. Estariam os europeus dispostos a assumir o “fracasso” do euro ou postergarão o quanto puderem em busca de um milagre?

Com uma Europa fragilizada e um BCE focado no combate a inflação, sobrou para o FED tentar acalmar o mercado com um possível range de política monetária discutidas durante dois dias de reunião. O mercado mostrou-se cético ao que o FED poderia fazer para afrouxar ainda mais a política monetária e vimos o inicio de uma desvalorização generalizada nas moedas por todo o mundo. A decisão do FED de ontem foi tímida e o impacto imediato foi apreciação do USD e uma queda acentuada na curva de juros de longo prazo, conforme esperado (T10Y a 1,777), levando-a a mínimos históricos.

No BRL, o movimento foi acentuado pela alta liquidez dos nossos mercados futuros, pela incerteza relacionada a queda nos juros, pela insegurança jurídica com a taxação de IOF na posição vendida em derivativos além das restrições às posições vendidas dos bancos no spot, CALLs vendidas OTM ficando ITM, redução de exposição de hedge funds e redução significativa da posição vendida dos estrangeiros na BM&F de USD 24bi em Julho para USD 7 bi ontem.

Dado todo o contexto internacional e local, acho que a situação ainda vai piorar um pouco antes de melhorar. Vejamos como a atuação do BC através de swap cambiais (vendendo USD) irá impactar o mercado.

Em 01/09, “It’s the politcs stupid” comentei: “Como disse recentemente, cuidado redobrado ao montar posição comprada em BRL (vendida nas outras moedas) acreditando em uma consistente e prolongada apreciação da moeda brasileira.” Nosso mercado cambial é muito assimétrico. Não é a toa que a CALL, em geral, é mais cara que a PUT. As chances de desvalorização são maiores que apreciação ainda mais com um BRL a 1,60.

Pensando no médio prazo, a economia americana dificilmente se recuperará rapidamente com um USD forte. Do mesmo modo Japão, Suiça e Europa terão problemas com suas moedas muito apreciadas. Em “06/09: Suiça defenderá paridade contra o EUR”, comentei da necessidade de maior coordenação entre os bancos centrais. Isto me remeteu à cena do mais recente filme “Planeta dos macacos”, quanto Cesar, o “macaco chefe” explica ao seu futuro conselheiro utilizando gravetos de arvore que “um macaco sozinho fraco, macacos unidos forte”. Ainda que os principais bancos centrais tenham anunciado uma atuação conjunta para prover liquidez na semana passada, é necessário uma coordenação muito maior ou tanto a política fiscal quanto a monetária serão ineficientes.

Resumindo: pressão de compra de USD no curtíssimo prazo contra o BRL (e outras moedas). Atuação do BC brasileiro necessária para prover liquidez na ponta vendedora com atenção especial à movimentação dos asiáticos. Se o BC não fizer nada e os fundos toshin começaram a zerar posições, é difícil saber até onde o BRL pode ir. Em maio e agosto, nas subidas do USD, estava confortável em vender (e deu certo). Mas faz duas semanas que este conforto se transformou em desconforto. Para o médio prazo, o USD deve voltar a perder um pouco de valor acomodando-se em um patamar superior ao registrado antes de agosto. As novas estimativas de diversos bancos e consultorias econômicas indicam um BRL entre 1,65 e 1,95 para o final de ano. Sinceramente, não tenho a menor idéia de onde o BRL irá se estabilizar mas o 1,53 (mínima do ano) parece bastante distante.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Espanha e Itália sob ataque

Passei estes últimos dias e a noite de ontem tentando entender o movimento do spread dos títulos espanhóis e italianos. Os títulos de 10 anos da Espanha superaram os 400 bps com relação aos alemães, atingindo o pico histórico desde a criação do euro. Por quê? Espanha e Italia caminhariam para a insolvência na esteira de Grécia?

Particularmente não acredito nisto. Acredito que a situação Italiana seja ainda um pouco pior que a espanhola mas ambas são gerenciáveis. A relação divida/PIB na Espanha está abaixo de 70% e o governo tem adotado medidas duras para reduzir o déficit que continua alto mais em uma trajetória de queda. Mas e quanto a capacidade do Reino da Espanha de financiamento? Em minha opinião os custos subiram consideravelmente no curto prazo muitos mais por questões especulativas que estruturais. Os investidores forçam até onde podem para ver até onde as autoridades européias podem ir. E digo, elas podem ir longe, se quiserem. Com baixa liquidez em virtude das férias, os movimentos se tornam mais acentuados. Hoje a Espanha completará a única captação no mês de agosto e mesmo com as taxas em níveis recordes (acima de 6% para 10 anos), acredito que a demanda superará a oferta mesmo porque os 12 bancos que participam da emissão são obrigados a comprar cada um 3%, ou seja, 66% do total estão garantidos. Destes, 7 são espanhóis.

Mas e a economia espanhola com uma taxa de 20% de desemprego não está em maus lençóis? Sim e não. Historicamente a taxa de desemprego na Espanha é alta. Em 2008, quando estudava e morava lá pude entender um pouco melhor que a cultura, a família e a economia espanhola suportam taxas de desemprego mais altas. É claro que 20% preocupam mas não é o fim do mundo, ainda mais quando as ultimas estatísticas mostram melhora na margem neste indicador. Por outro lado, a Espanha tem uma economia bastante diversificada com grandes bancos e empresas muito internacionalizadas. Eu diria que eles se aproveitaram muito bem dos anos de vacas gordas para se espalharem pelo mundo.

Mas e os problemas políticos? Verdade. Zapatero perdeu a maioria no Congresso e convocou eleições antecipadas. Vimos como recentemente a política pode influenciar na economia pelo que aconteceu nos EUA. Certamente o governo perde agilidade e capacidade de atuação mas a sociedade não deixará de avançar nos temas essenciais até o final do ano.

Deste modo, considero este ataque especulativo à Espanha e Italia como passageiros. Continuaremos presenciando problemas quanto a situação fiscal na Europa sobretudo nos países periféricos mas em 2011 a chance de default por parte destas duas economias é mínima. O BCE, por sua vez, deve dar uma pausa na subida de juros frente a desaceleração na recuperação da demanda mundial. Logo, continuo trabalhando com um EUR valorizado frente ao USD até o final deste ano. Oscilações são, obviamente, naturais e esperadas.

Nos EUA, o USD seguirá fraco e os juros baixos. A economia não consegue deslanchar. Entretanto a Treasury para 10 anos abaixo de 2,7% me parece um pouco exagerada ainda que exista uma grande possibilidade do FED manter os juros baixos até final de 2012.

O BRL seguirá forte até o final do ano entretanto é difícil mensurar como nossa moeda se ajustará em um cenário de retirada de estímulos nos EUA e uma recuperação mais forte da economia americana. A tendência natural da moeda brasileira face a estrutura micro e macroeconômica é de desvalorização. É como lutar contra a gravidade. Você não pode vê-la, mas ela existe e você sabe que no final, não pode vencê-la. São as leis da natureza. Precisamos ser cuidadosos na crença que o BRL seguirá valorizando ininterruptamente. Lembremos de 2008 quando o BRL estava próximo deste patamar e os agentes acreditavam que a moeda seguiria valorizando e as apostas vendidas seguiram crescendo. Os fluxos internacionais secaram, o credito barato sumiu e o BRL explodiu. Hoje as condições são outras mas a historia nos ensina a ter cautela.

Para fechar com um trecho do texto do Belluzzo de ontem no valor: “A racionalidade microeconômica, é verdade, só realiza seus desígnios enquanto mergulhada no “consenso altista” que induz os protagonistas privados a acreditar na valorização continuada da taxa de câmbio. Diria um keynesiano de boa cepa que no mercado de câmbio brasileiro as expectativas altistas são largamente predominantes ... Os surtos eufóricos de liquidez fácil e de endividamento externo – acompanhado de elevação dos preços dos ativos (inclusive câmbio) – são seguidos de “crise de confiança” e ajustamento recessivos. Infelizmente, os movimentos de capitais são e sempre foram pró-cíclicos, para desgosto dos que acreditam em Papai Noel ou em modelos mais tolos do que inúteis.”

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Juros na zona do euro devem subir

"Maintaining price stability over the medium term is our guiding principle"

Analisei o comunicado do ECB (Banco Central Europeu) das ultimas 5 reuniões para tentar entender melhor os próximos passos na zona do euro. Em fevereiro, os dados de inflação já mostravam alta e o Council anunciou que “very close monitoring is warranted”. Em março as expectativas continuaram mostrando deterioração variando entre 2% e 2,6% para 2011. O ECB mudou o tom e anunciou que “Strong vigilance is warranted”.

Em abril, veio a alta de 0,25% declarando que “our decision will contribute to keeping inflation expectations in the euro area firmly anchored”. No mesmo pronunciamento baixaram o tom para “We will continue to monitor very closely”. Na reunião seguinte em maio, continuaram identificando pressão de alta, principalmente nas commodities e energia. Declararam que as expectativas “must remain firmly anchored”. Não mudaram o tom e mantiveram a expressão “we will continue to monitor very closely”. Reforçaram ainda que a estabilidade de preços no médio prazo é seu principal principio: “Maintaining price stability over the medium term is our guiding principle, which we apply when assessing new information, forming our judgements and deciding on any further adjustment of the accommodative stance of monetary policy.”

A reunião de junho chegou e o mercado esperava uma sinalização contundente de alta de 0,25% para Julho. Embora o Council não tenha sido tão explicito quanto esperado pelo mercado, o tom do comunicado foi duro e deixou as portas abertas para uma elevação de 0,25% na próxima reunião. O mesmo tom utilizado em março, antes do aumento dos juros em abril, voltou a constar do comunicado do ECB: “strong vigilance is warranted”. Além disto a expectativa de inflação para 2011 subiu para um range entre 2.5% e 2.7%. Para 2012, quase nenhuma alteração. Adicionalmente, o ECB declarou que os dados desde a reunião de maio quando optaram por aguardar a evolução dos dados antes de uma nova alta “confirms continued upward pressure on overall inflation ... On balance, risks to the outlook for price stability are on the upside”. Por fim, as duas expressões seguintes sinalizam que a autoridade monetária está firmemente comprometida com a ancoragem das expectativas de inflação: “We will do all that is needed to prevent recent price developments giving rise to broad-based inflationary pressures. We remain strongly determined to secure a firm anchoring of inflation expectations in the euro area”.

Baseado nestas informações, no firme compromisso do ECB com a inflação, na continuidade da política monetária do FED em manter USD fraco (ampla liquidez e juros baixos) e, consequentemente, sustentação nos preços das commodities, minha opinião é que há uma grande possibilidade de elevação de juros na Europa na reunião de Julho. Se o ECB optar por aguardar mais uma reunião em virtude de melhora marginal no cenário e os preços das commodities e de energia não mostrarem sinal de queda, o Council não terá alternativas exceto a elevação dos juros em algum momento do segundo semestre.

A queda recente do EUR não altera meu call de que a moeda única européia seguirá mais forte que o USD no curto prazo.

Frankfurt am Main, 3 February 2011

To sum up, the current key ECB interest rates still remain appropriate. We therefore decided to leave them unchanged. Taking into account all the new information and analyses which have become available since our meeting on 13 January 2011, we continue to see evidence of short-term upward pressure on overall inflation, mainly owing to energy and commodity prices. This has not so far affected our assessment that price developments will remain in line with price stability over the policy-relevant horizon. At the same time, very close monitoring is warranted. Recent economic data confirm the positive underlying momentum of economic activity in the euro area, while uncertainty remains elevated. A cross-check of the outcome of our economic analysis with that of the monetary analysis indicates that inflationary pressures over the medium to long term should remain contained. Inflation expectations remain firmly anchored in line with our aim of keeping inflation rates below, but close to, 2% over the medium term. The continued firm anchoring of inflation expectations is of the essence.

Frankfurt am Main, 3 March 2011

The March 2011 ECB staff macroeconomic projections for the euro area foresee annual HICP inflation in a range between 2.0% and 2.6% for 2011 and between 1.0% and 2.4% for 2012. In comparison with the December 2010 Eurosystem staff macroeconomic projections, the ranges for HICP inflation have been shifted upwards.

To sum up, the Governing Council decided to leave the key ECB interest rates unchanged. The information which has become available since our meeting on 3 February 2011 indicates a rise in inflation, largely reflecting higher commodity prices. The economic analysis indicates that risks to the outlook for price developments are on the upside, while the cross-check with the monetary analysis indicates that the underlying pace of monetary expansion remains moderate. Recent economic data confirm that the underlying momentum of economic activity in the euro area remains positive; however, uncertainty remains elevated. The current very accommodative stance of monetary policy lends considerable support to economic activity. It is essential that the recent rise in inflation does not give rise to broad-based inflationary pressures over the medium term. Strong vigilance is warranted with a view to containing upside risks to price stability. Overall, the Governing Council remains prepared to act in a firm and timely manner to ensure that upside risks to price stability over the medium term do not materialise. The continued firm anchoring of inflation expectations is of the essence.

Frankfurt am Main, 7 April 2011

To sum up, the Governing Council decided to increase the key ECB interest rates by 25 basis points. The adjustment of the current very accommodative monetary policy stance is warranted in the light of upside risks to price stability that we have identified in our economic analysis. A cross-check with the signals from our monetary analysis indicates that while the underlying pace of monetary expansion is still moderate, monetary liquidity remains ample and may facilitate the accommodation of price pressures. All in all, it is essential that the recent price developments do not give rise to broad-based inflationary pressures over the medium term. Our decision will contribute to keeping inflation expectations in the euro area firmly anchored in line with our aim of maintaining inflation rates below, but close to, 2% over the medium term. Such anchoring is a prerequisite for monetary policy to contribute to economic growth in the euro area. At the same time, interest rates across the entire maturity spectrum remain low. Thus, the stance of monetary policy remains accommodative and thereby continues to lend considerable support to economic activity and job creation. Recent economic data confirm that the underlying momentum of economic activity continues to be positive, with uncertainty remaining elevated. We will continue to monitor very closely all developments with respect to upside risks to price stability.

Helsinki, 5 May 2011

To sum up, based on its regular economic and monetary analyses, the Governing Council decided to keep the key ECB interest rates unchanged following the 25-basis point increase on 7 April 2011. The information that has become available since then confirms our assessment that an adjustment of the very accommodative monetary policy stance was warranted. We continue to see upward pressure on overall inflation, mainly owing to energy and commodity prices. A cross-check with the signals coming from our monetary analysis indicates that, while the underlying pace of monetary expansion is still moderate, monetary liquidity remains ample and may facilitate the accommodation of price pressures. Furthermore, recent economic data confirm the positive underlying momentum of economic activity in the euro area, with uncertainty continuing to be elevated. All in all, it is essential that recent price developments do not give rise to broad-based inflationary pressures. Inflation expectations in the euro area must remain firmly anchored in line with our aim of maintaining inflation rates below, but close to, 2% over the medium term. Such anchoring is a prerequisite for monetary policy to make an ongoing contribution towards supporting economic growth and job creation in the euro area. With interest rates across the entire maturity spectrum remaining low and the monetary policy stance still accommodative, we will continue to monitor very closely all developments with respect to upside risks to price stability. Maintaining price stability over the medium term is our guiding principle, which we apply when assessing new information, forming our judgements and deciding on any further adjustment of the accommodative stance of monetary policy.

Frankfurt am Main, 9 June 2011

The June 2011 Eurosystem staff macroeconomic projections for the euro area foresee annual HICP inflation in a range between 2.5% and 2.7% for 2011 and between 1.1% and 2.3% for 2012. In comparison with the March 2011 ECB staff macroeconomic projections, the range for HICP inflation in 2011 has been revised upwards, largely reflecting higher energy prices. The projection range for 2012 has narrowed somewhat.

To sum up, based on its regular economic and monetary analyses, the Governing Council decided to keep the key ECB interest rates unchanged. The information that has become available since our meeting on 5 May 2011 confirms continued upward pressure on overall inflation, mainly owing to energy and commodity prices. A cross-check of the outcome of the economic analysis with that of the monetary analysis indicates that the underlying pace of monetary expansion is gradually recovering. Monetary liquidity remains ample, with the potential to accommodate price pressures in the euro area. Furthermore, the most recent data confirm the positive underlying momentum of economic activity in the euro area, while uncertainty remains elevated. Overall, our monetary policy stance remains accommodative, lending support to economic activity. On balance, risks to the outlook for price stability are on the upside. Accordingly, strong vigilance is warranted. On the basis of our assessment, we will act in a firm and timely manner. We will do all that is needed to prevent recent price developments giving rise to broad-based inflationary pressures. We remain strongly determined to secure a firm anchoring of inflation expectations in the euro area in line with our aim of maintaining inflation rates below, but close to, 2% over the medium term. This is a prerequisite for monetary policy to make an ongoing contribution towards supporting growth and job creation in the euro area.
 
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